Meus afeiçoados
leitores,
A continuação
desta lamentável tragédia romântica, é que, a jovem E. apesar de saber seu
segredo ambulante em sua cabeça (do jovem Caim), ela mesmo assim o protegia
para que as pessoas não o atacassem ou constrangessem-no. Porém, quando era a esperada hora de proteger
a sua tão estimada parceira em suas falas, ele corria mais assustado do que o
diabo foge da cruz ou se acovardava através de uma capa de invulnerabilidade e
falsa superioridade. Pois de superioridade, ele nunca soubera de fato o que é e
como é estar nessa posição.
Além disso,
com as coisas impiedosas nas quais ele andava fazendo junto a família dele
contra a tão digna e respeitosa senhorita E., como por exemplo traições de
internet, envio de nudes via aplicativo de comunicação (o mais recente MSN em
forma de Discord); os desrespeitos diversos tolerados um atrás do outro pela
senhorita E., contra ela mesma e os absurdos que ouvia sobre si mesma e sua família
advindos da hipocrisia em pessoa que era sua sogra, a pessoa mais correta do
mundo (“sua mãe é uma narcisista, minha mãe era assim também”; “meu filho
ficará bonito e terá uma chuva de “partes intimas femininas” na horta dele”; “não
fique com ciúmes por não ser a nora predileta”); e assim por diante, tudo porque
a senhorita E. teve a dócil ingenuidade de abrir seu coração e falar suas
angustias, acreditando que poderia confiar em uma família cujo lar era
comparável a um ninho de cobras.
A
família do jovem Caim era muito ambígua na forma de declararem seus
sentimentos. Diziam gostarem e amarem uns aos outros mas não conseguiam
sustentar tampouco garantir que eram sentimentos recíprocos e verdadeiros. O
que era genuíno na verdade, eram suas lamentáveis tentativas de não parecerem falsos,
indiscretos e deselegantes em suas várias falas e opiniões.
O jovem
Caim dizia respeitar ela pela frente, mas pelas costas sempre lhe dando
prazerosas (somente para si mesmo) facadas em E., que se manteve em sua
fortaleza apesar disso tudo.
O que ele
não contava, era com a astúcia de senhorita E., que aguentava tudo calada
porque um dia o momento de triunfo iria chegar. O que ele não esperava é, que
diante de tantos maus tratos ela fosse se rebelar em vez de só ceder. O que ele
jamais esperou é que apesar de falar (para todos) e de todos os sentimentos
asquerosos que cultivava verdadeiramente por ela, querendo usa-la de objeto de
seus prazeres mais sombrios de maus tratos e condenação sem haver uma culpa,
ela jamais abaixou a cabeça e jamais se conformou em não retornar para o próprio
tormento do esnobe Caim.
O que
ele não contava, era que apesar de falar mal da “companheira” tão estimada para
todos os seus cúmplices de suas aprontações, ela fosse ganhar uma força enorme
de parentes, amigos e enérgicos incentivos para ela encerrar o
relacionamento. E finalmente: o que ele não
esperava, era uma de suas amigas (da senhorita E.) ver uma fragilidade que ele mal
conseguia esconder, e denunciar aos quatro ventos.
O que
ele também não contava era com as pessoas que acreditavam na senhorita E., que
a apoiavam, empoderavam-na e a encorajavam a fazer o que era certo para sua saúde
mental, pois sempre fora uma moça exemplar, sensível (até demais) e
responsável. Ele não esperava que as amigas de senhorita E. (menos a que ele
conseguiu manipular e ludibriar em conjunto para tirar a força emocional da
senhorita E.) fossem se manifestar contra suas perversidades, mas a favor da
tão conservada, correta e direita senhorita E.
Qual seria
o interesse do narcísico jovem Caim na
senhorita E.? E porque, para além do charme e beleza, mesmo ele difamando-na, continuou
no relacionamento e não rompeu logo? Quantos reais esse interesse deve custar?
Ass.: Lady Scott
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