Queridos e Caros leitores,
Com o andar das carruagens, o que anda acontecendo na mente da senhorita E., é uma espécie tortura psicológica permanente devido aos tormentos que o jovem Caim anda aprontando com a pobre senhorita. Mas pobre de espírito somente ele, porque a senhorita E. sempre foi e será repleta de riqueza espiritual e intelectual, por nunca se rebaixar ao narcisista do Caim.
Com o decorrer das coisas, o maléfico Caim, seduzia a jovem para a sua casa, afirmando que quando ela precisasse e brigasse com a família, ele seria seu porto seguro, e por um tempo, isso foi até real, nos momentos que ele a fazia rir, cuidava da sua alimentação, acolhia ela, passeava, ajudava a ela se distrair... por um momento, como eu disse, isso foi real. Um dia fora real, não passou a ser depois de uns meses.
O jovem Caim se achava assertivo, inteligente emocionalmente (sendo apenas mais um jovem ignorante como outro qualquer, principalmente porque os únicos materiais de leitura eram a ver com a religião, não lia um livro sequer) e se achava “bonito o suficiente” para afirmar que jovens moças se atraíam por ele. A boa nova, meus fiéis leitores, é que este jovem se insinuava ser apaixonante, porque a sua máscara servia de ratoeira para suas vítimas, que ele adorava fragilizar e torná-las ratinhas indefesas, mas depois de ter conquistado e dominado completamente seus territórios mais profundos de seus corações.
O jovem perverso e sádico, se perguntava porque não tinha dado certo com as garotas antes, mas era tão cego por sua falsa idealização de uma fajuta perfeição, para esconder suas imoralidades, aventuras e problemas com regras, sobre o que é certo e errado, sensato ou insensato, que não enxergava o que tinha feito com as pobres moças, pisando em seus corações, humilhando-as, tratando com muito machismo e crueldade, afirmando que elas calassem a boca e fizessem coisas para as quais eram designadas a uma mulher (lavar roupa, passar pano, lavar louça e cozinhar) para aliviar o sentimentalismo, afirmando no fim, que era só brincadeira.
Caim, era deveras perverso, que de uma forma ou de outra, a família de senhorita E. umas vezes conseguia enxergar a verdadeira face do moleque. Um moleque cujo corpo tem 25 anos porém a mente tem 10. Era sádico, pirracento, amava provocar a jovem, recatada e doce senhorita E., sempre insinuando que era olhado na rua com tamanho desejo pelas mulheres. O que ninguém sabe e só a senhorita E. sabia, ainda respeitando seu sigilo, é que ele guardava um segredo, para ser mais exato, grudado com cola na cabeça calva, desmatada pelo desgaste de seus planos maquiavélicos.
O que será que aconteceria se tal segredo fosse descoberto de forma deveras escandalosa?
Lady Scott
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